terça-feira, 18 de março de 2014

Cave!



Mas... E os que fracassam? E os que não tem como se vestir bem? E os que não podem pagar por pratos caros? E os que não tem sobrenome? E os errantes? Quem vai amá-los e querê-los? Deixam de ser dignos por não terem como acrescentar em certos aspectos? Ou... e os que vestem bem seu corpo e são maltrapilho de alma? E os que são adornados de riquezas e pobres de espírito? Quem os amará para que seus vazios sejam preenchidos com tesouros de inestimável valor?

Eu tenho paixão por maltrapilhos como eu. Meu coração se enche quando estou com pessoas por quem elas são e não por quanto valem. Sempre fui atraída pelos que pediam algo à beira do caminho e nada tinham a me oferecer. Porque sou boa? De jeito nenhum. É porque sou um deles. Eu sou errante, pródiga e maltrapilha. Eu sei como é ter sede e receber indiferença. Eu sei o que é estar submerso em desesperança e baixa autoestima. Eu sei o que é estar desesperado entre multidões e, ainda assim, estar sozinho. Meu coração arde por quem não rende, por quem não tem, por quem não pode, por quem não é, por quem acha que não sabe, por quem acha que não consegue. Eu sou atraída por palhaços tristes e suas dores profundas.

Não me leve à mal, eu já valorizei os certinhos, os santinhos (e eles tem, sim, seu valor e a minha admiração), já sentei à mesa dos que comem do melhor, já fui às compras sem limites, já frequentei "os melhores" com "os melhores". Mas nunca consegui firmar minhas paixões nisto, nunca consegui fixar meus olhos neles, nunca criei elos com gente assim. Porque havia algo superficial no ar. Até que a madrugada chegou, revelando o vazio e a solidão. E sabe quem me ofereceu colo, um pedaço de pão velho e uma coberta quentinha (embora uja e meio fedida)? Aqueles maltrapilhos como eu. Errantes. Necessitados. Carentes. Desacreditados. Rejeitados. E com seus potenciais embaçados pela escuridão.

Hoje, quando eu olho para CRISTO e Sua história entre nós, eu não consigo me ver ignorando pessoas que não tem nada a me oferecer. Na escuridão, ELE iluminou e aqueceu meu coração com Sua chama desesperadamente apaixonante: a Maravilhosa Graça. Que traz de volta o sol e todas as esperanças de um novo dia. Que renova as misericórdias e ativa nossa consciência abrindo nossos olhos para nossas próprias mazelas e necessidades alheias. Não. Eu não procuro mais por coroa, nem pelas águas nas fontes dos desejos, e já não me preocupo com os sobrenomes dos que me rodeiam. Existe algo maior e mais eterno na desesperança, na sede, na fome, no anonimato, nas carências não saradas, nas doenças da alma, na solidão, no feio, no que ofende as narinas do nosso orgulho; existe algo mais no silêncio indiferente dos "selecionados" e na atenção dos aflitos reprovados...

Lembram-me minas preciosas e bastante escondidas. E advinha qual é a missão? Cave! Ainda que com as  próprias mãos, ainda que a carne se misture ao sangue e à terra, cave! Mas não cave esperando seus próprios tesouros. A missão consiste em minas alheias. Portanto, você cava com o outro em prol do outro rompendo a superficialidade das palavras ou dos princípios ao vento. Qual o sentido disto? - a nossa natureza reclama lutando contra a dor da nossa missão.

Então, com toda doçura de Sua majestade, nosso Consolador sussurra:
"Alguém cavou por você. Abriu mão de todas as Suas potencialidades e glórias por você - com toda a sua pequenez e no auge de seu anonimato. Quando o mundo disse que você já não tinha valor algum, Pai e Filho se reuniram na eternidade. E o Filho não pensou duas vezes em atender à chama desesperada e apaixonante do Pai por Sua criação. Bonecos frágeis, ingratos, cegos, imundos, sujos, nus (terrenos vazios)... mas dotados de semelhança e projetados à imagem do Criador de todo o universos e seus infinitos detalhes (tesouros escondidos). Então, eu vi a fonte do Amor ser vendido, humilhado, cuspido, açoitado, rejeitado, odiado, caluniado, e assassinado. Enquanto isto acontecia, nos planos da eternidade, o Filho estava cavando. Cavando para que os tesouros eternos de Seu Pai fossem descobertos na insignificância de sua natureza falida. Em meio à dor, nenhum outro ser celeste ousou questionar o Pai por Seu Filho. As criações calaram. O tempo seguiu errante e medroso em relação ao desfecho. E quando o mal achou que o CRISTO havia cavado a própria cova... ouviu-se o som da ressurreição. Finalmente, o Filho havia revelado os Seus tesouros e o valor de cada maltrapilho rejeitado - até mesmo dos maltrapilhos que ousaram rejeitá-lo. Psiu! Você não compreenderá a imensidão até que seja resgatado e abraço por ela. Você jamais encontrará lógica em um Amor sem medidas, até que você se perceba insano. Não há quem compreenda quem abre mão de Sua Majestade para se rebaixar aos bonecos de barro. Não há lógica em quem abre mão de Sua coroa de glória e Seu poder pela dor de uma coroa de espinhos e da rejeição. Após muito tempo, o mundo volta a querer etiquetar os bonecos de barros. Mas a minha missão é relembrá-los e incentivá-los: Há tesouros escondidos em cada boneco. Tesouros eternos esculpidos no Amor do Pai e selados no sacrifício do Filho. Cada boneco de barro é como um vaso de muito valor."

O que eu concluo? Se devo segui-lO e ser como Ele, eis a minha missão: cavar. Ou melhor, ajudar o outro a cavar... Cavar dentro de si mesmo até encontrar o tesouro que a superficialidade deste mundo ofuscou: seu valor e suas potencialidades nascidas dele. E a minha existência não cumprirá seu propósito até que o outro descubra na Maravilhosa Graça e na Imensurável Misericórdia de Aba (Pai), seu inestimável valor e que, mesmo boneco de barro, o Pai o dotou de possibilidades infinitas.

"Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus, e não de nós. Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desanimados. Perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos; Trazendo sempre por toda a parte a mortificação do Senhor Jesus no nosso corpo, para que a vida de Jesus se manifeste também nos nossos corpos; E assim nós, que vivemos, estamos sempre entregues à morte por amor de Jesus, para que a vida de Jesus se manifeste também na nossa carne mortal. De maneira que em nós opera a morte, mas em vós a vida. E temos portanto o mesmo espírito de fé, como está escrito: Cri, por isso falei; nós cremos também, por isso também falamos. Sabendo que o que ressuscitou o Senhor Jesus nos ressuscitará também por Jesus, e nos apresentará convosco. Porque tudo isto é por amor de vós, para que a graça, multiplicada por meio de muitos, faça abundar a ação de graças para glória de Deus. Por isso não desfalecemos; mas, ainda que o nosso homem exterior se corrompa, o interior, contudo, se renova de dia em dia. Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós um peso eterno de glória mui excelente; Não atentando nós nas coisas que se vêem, mas nas que se não vêem; porque as que se vêem são temporais, e as que se não vêem são eternas." [ 2 Coríntios 4:7-18]


Ouvindo, pela centésima vez, Juliano Son dizendo: "Pra que outros possam viver, vale a pena morrer", eu me pergunto quando iremos levar isso à sério; quando vamos pagar o preço para que pessoas possam viver (encontrar vida e esperança).

[O mundo anda precisando tanto disso. De gente que incentive, de gente não abra mão, de gente que não abandone quando tudo despenca da prateleira ou quando o outro tome decisões erradas após receber bons conselhos, de gente que acredite, de gente aposte, de gente que confie - e mereça confiança, de gente que se alegre com o crescimento do outro, de gente que não seleciona por cor ou status. O mundo anda precisando de ser... ser humano. De seres humanos. De humanidade. Do divino revelado através do humano.]

Se você é o filho certinho ou a filha perfumada, não se envergonhe. Mas jamais se orgulhe. É preciso abraçar aquele que volta para os braços do Pai sem questioná-lo a respeito da festa. Sim, porque haverá festa. No máximo, talvez você fique confuso a respeito da generosidade e amor de Seu Pai, e perceba que está fazendo tudo certinho pelo motivo errado. Você não precisa fazer nada para ser amado. Você é amado. Então, se você consegue estar de pé, só resta ajudar o pródigo a caminhar até a mesa do banquete e participar da festa também!

E se você é pródigo, como eu. Rááá. (kkkkk) Vamos aproveitar para abraçar o Pai bem forte por mais tempo e beijar o irmão na testa em sinal de respeito... E, por favor, não se acanhe! A festa é em sua homenagem. Então, celebre, exalte - e divirta-se!
Afinal, você precisa estar pronto ao nascer do dia para, como seu irmão, trabalhar em uma missão. Retorne aos terrenos vazios e... Cave!
Ei! Psiu! Mas esteja de volta ao cair da tarde... Trazendo mais pródigos ou mesmo aqueles que não conhecem “A MENSAGEM” - vasos de barros cheios de tesouros eternos -, para a festa continue.



Amém! Obrigada, Aba, por sempre confundir meu entendimento com relação às Tuas Misericórdias. Obrigada, porque Tu não nos livra das consequências de nossa rebeldia, mas nos ensina a crescer através da dor de cada uma delas. Que meu coração seja mais grato! Que a lembrança dos porcos e da lama sejam sempre um alerta de que tudo o que o mundo diz a meu respeito está errado e de que desprezar os tesouros eternos não vale a pena. E que eu sempre esteja de volta ao cair da tarde...

Um abraço apertado cheio de amor!!

Tathiana Lucena
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terça-feira, 30 de julho de 2013

Pródigos... e, ainda assim, filhos!





Ainda que você vá para longe; ainda que se torne pródigo, um louco entregue às paixões; ainda que sua insanidade o leve aos porcos; ainda que você cheire mal e que suas vestes estejam sujas... Olhe para as estrelas. Assim como elas não abandonaram o céu, as promessas que Ele te fez permanecem escritas na imensidão da eternidade.

Para a vergonha daqueles que insistem em julgá-lo causa perdida e sem valor, nas mãos furadas está escrito: “Você é meu”.
Para o seu constrangimento, à sua espera, Ele estende os braços e diz: “Vem”.

Perceba: O pródigo jamais deixou de ser filho em virtude de seu coração rebelde. [Lucas 15.10 e ss] Psiu! A sua condição de filho não mudou.

Ele não desiste de você. Não ouse desistir de si mesmo. Não ouse acreditar nos gritos de seu irmão confuso a respeito da sabedoria do Amor de seu Pai.

Seu valor foi estabelecido na cruz. E na Imensidão de Seu Amor sempre haverá descanso para toda as suas dores e constrangimento a todos os seus medos e complexos. Ao contrário do que seus irmãos insistem em não lembrar/aceitar/acreditar, a Graça nasceu aos pecadores.

"Eu não consigo perder a confiança em Seu Amor, muito menos em Sua Excelência em escrever a minha história, de forma que toda esta confusão que sou seja reduzida - embora não desfeita, enquanto esta natureza durar. E eu não ouso pedir que me livre das consequências das minhas loucuras, porque preciso das cicatrizes. Mas não abro mão de abraçá-lo e me entregar por inteiro a Ele sempre que retorno ao meu lar. Até dispenso a festa. Só preciso de Seu Toque, só insisto em seu sorriso e me aqueço sob Seus cuidados. Ele permanece meu Pai."


No Amor do Rei,


Tathiana Lucena
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terça-feira, 16 de julho de 2013

O extraordinário é com Ele!



Uma viúva caminha a passos lentos. Uma multidão a acompanha. Alguns amigos carregavam o corpo inerte de sua última esperança: seu único filho. Em meio ao silêncio dos lábios e ao som dos passos, comoção, dor, angústia e tristeza. Estavam a caminho das portas de sua pequena cidade.

Adiante deles, em direção à porta da pequena cidade de Naim, a Esperança caminhava acompanhada de uma multidão. Havia riso, louvor e uma alegria empolgante.

E o céu se coloca de pé preparando-se para testemunhar o encontro das multidões.

Finalmente, às portas da pequena cidade, dois filhos únicos se encontraram. O coração de um deles estava inerte. O coração do outro transbordava compaixão. Naquele momento, Jesus toca a morte e ordena: Vive!

O extraordinário sorriu. O improvável se envergonhou. O impossível aconteceu.

O menino ergue-se e seu espírito O adora: Santo! A viúva e mãe angustiada, como a terra seca e árida quando recebe chuva, chora e proclama: Santo! A multidão, outrora triste, surpreendida, celebra: Santo! A multidão de testemunhas de Seus milagres continua a cantar: Santo! E os céus bradam: Santo! Santo! Santo! Santo é o Filho do Deus Eterno!

[ Leia mais em Lucas 7. 11- 17 ]
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DEUS está à frente de todas as circunstâncias.

Diante do improvável, continue a sonhar. Diante do impossível, confie! A caminho da sepultura, ‪#‎FÉ‬. O extraordinário é com Ele!

Ao contrário do que você ache ou do achismo da multidão, Deus não perdeu o controle de sua vida, e, muito menos, o prazer em realizar milagres e mudar o rumo da sua história.


No Amor de Cristo,

Tathiana Lucena
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quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Confiando em Seus Propósitos...



Tudo acontece por permissão de Deus... Então, se o vento está soprando forte tentando afugentar o barco a ondas revoltas: "Sossegai..."

Só porque não o vemos, tamanho o nosso pavor, não significa que Ele se foi do nosso barco. Talvez esteja na hora de crermos em Seu Amor e Cuidado na escassez, e não apenas na bonança; na tristeza, e não apenas na alegria; na doença, e não apenas na saúde; nos desertos, e não apenas nos pastos verdejantes.

Não. Não se preocupe. Uma vez postos em fornalhas, o Oleiro está a nos observar. Desejando que não trinquemos e sejamos aprovados. Então, perceberemos que, sem passar pelo fogo, nos quebraríamos facilmente, seríamos peças inúteis tamanha a nossa fragilidade.

"Ué! E não bastava o processo de limpeza do barro com a faca deslizando sobre a massa? Ou mesmo o processo de molde do barro em vaso na roda? Não. Isto não é pra mim. Já senti dor o suficiente. Já chega. Estou pronto. Estou pronto." - e a tolice na dor nos leva a questionar o Oleiro... Ousados, porém tolos.

Psiu! Há um mistério na fornalha (ou no forno, como queiram): ele não apenas nos aquece e nos causa dor. Alimentado o fogo por, pelo menos, 35 horas ininterruptas, os elementos dos quais o vaso é formado sofrem um processo de sintetização, onde haverá uma íntima união ou ligação, aglutinação das moléculas, cujo resultado é: um vaso resistente.

Você não precisa sorrir ao longo de um processo que lhe causa dor... Você não precisa demonstrar uma alegria que não está sentindo ao longo dos cultos de celebração... Você não precisa gritar "Glórias e Aleluias" que não vem do coração... Você não precisa se jogar ao chão como Jó ou ter a paciência de José. E, quando a Palavra de Deus nos orienta a dizer que "Tudo vai bem!", não é para fingirmos que, de fato, está tudo bem vivendo alheios à realidade.

Quanto mais altas as temperaturas, sinta todas as emoções que estão à flor da pele. Não tem problema. Não se sinta culpado por sentir tristeza, por sentir-se irado, por sentir desespero... Mas não peque. Não jogue contra o céu toda a sua frustração. Calma... E, quando alguém perguntar como você está, apena diga: "Tudo vai bem...", não como uma declaração falsa, mas declarando CONFIANÇA no Oleiro que está a lhe observar ansioso para tirá-lo do forno... "Sim, vai tudo bem. Pois CONFIO em Seu trabalhar. E DESCANSO em Seu agir."

E sabe o que é mais lindo? É que, ao final de tudo isso, não apenas o Amor dEle será mais forte em nós, como o nosso amor por Ele sairá fortalecido. Sabe o que significa? INTIMIDADE com o Oleiro. Vasos aprovados, resistente e, finalmente, ÚTEIS.

Uau! Finalmente, úteis. Pois já não o conhecemos só de ouvir falar, nós o conhecemos por nos relacionarmos pessoalmente com Ele. É... Ele não somente sempre esteve na proa do barco, Ele sempre esteve no comando das tempestades!

Ei! Tenha calma... Descanse em Seu Cuidado. Desfrute de Seu Amor. E CONFIE em Seus Propósitos.

“E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o Seu propósito.” Romanos 8.28

FÉ.

Em Cristo,

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quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Só adora em verdade quem é verdadeiramente livre!


Jamais compreenderei porque existem pessoas que preferem limitar o alcance do Amor e da Graça de Deus reduzindo-os a normas a serem seguidas. Observe como Deus lida conosco: Ele nos ensina o caminho certo e como prosseguir e proceder ao longo da caminhada, e deixa-nos a mercê do livre arbítrio. Ele tem a preocupação de não nos tratar como crianças que não conhecem a Verdade, uma vez que já a conhecemos. Ao contrário, Ele nos apresenta a Sua Perfeita e Agradável Vontade, assegura-nos que estará conosco ao longo das circunstância, adverte-nos sobre as adversidades e aconselha-nos a termos bom ânimo sem esquecermos do esforço. 

Mas eu percebo que a plenitude de Seu cuidado não está nestas coisas, muito menos nos livramentos, milagres de provisão ou curas. A plenitude do cuidado de Deus está no livre arbítrio, na capacidade que Ele possui, sendo o Senhor, de dar-nos, Seus servos e filhos, a liberdade de escolha. E ela não é dada de maneira deliberada ou ocasional. É uma ferramenta eficaz e comprobatória da verdade a nosso respeito. Ela vem para revelar até onde estamos verdadeiramente comprometidos com Ele, até onde o nosso amor cantado ou falado se mostra verdadeiro. Não é apenas um instrumento com o qual Deus nos avalia a nossa verdade, é também um instrumento nos oferece possibilidades de escolhas que refletirão o nível de nossa maturidade, seja como filhos ou como servos.

Contrapondo-se a isto, vem a religiosidade com a pretensão de ajudar Deus a lidar conosco, uma vez que nós "não sabemos" andar com os próprios pés ou somos "incapazes" de lidar com o pecado. Criam-se, então, normas de conduta em regimentos internos reduzindo a Verdade do Evangelho a algumas regrinhas organizadas em níveis. Além do erro gravíssimo de nivelar as modalidades de pecados e desobediência, assumem a falsa ideia de que o poder da ação do Espírito Santo em nós é limitada.
Os líderes escravos da religiosidade parece não compreenderem ou não crerem na plenitude da ação do Espírito Santo para convencer o homem de seu pecado. Ou acham que a plenitude da ação do Espírito Santo é obrigatoriamente exteriorizada levando o homem a um estágio de santidade plena. Mas observemos o seguinte: ainda que sejamos convencidos de nossos maus caminhos, prosseguir nestes ou não é uma decisão que cabe a nós, não a Deus. O Espírito nos convence... Ele não nos obriga, Ele não nos tira a capacidade ou o poder de decisão, Ele não nos manipula a andar no caminho da Verdade - como muitos líderes tem a pretensão de fazê-lo. Pois Ele não irá se conformar com discípulos que sejam escravos de Sua vontade.

Existe um clichê que fala sobre várias classes de pessoas que procuram a Deus e sobre a única classe de pessoas por Ele procurada descrita em João 4.23: "Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem." 

No entanto, temos percebido a mesma situação de Judá descrita em Isaías 29.13 ("Pois que este povo se aproxima de mim e, com sua boa e com seus lábios, me honra, mas seu coração se afasta para longe de mim, e o seu temor para comigo consiste só em mandamentos de homens, em que foi instruído...") e em Ezequiel 33.31-32 ("E eles vêm a ti, como o povo costuma vir, e se assentam diante de ti como meu povo, e ouvem as tuas palavras, mas não as põem em obra; pois lisonjeiam com a sua boca, mas o seu coração segue a sua avareza. Eis que tu és para eles como uma canção de amores, canção de quem tem voz suave e que bem tange; porque ouvem as tuas palavras, mas não as põem por obra.").

Adoração tornou-se sinônimo de entoar cânticos a Deus, tornou-se instrumento de barganha. Adoração, no entanto, é atitude. Nós adoramos quando, tendo em nossas mãos a liberdade de escolha, o poder de decisão, escolhemos a Deus e andar segundo os seus preceitos. Se alguém nos dá ordens, nos constrange, nos obriga, nos aterroriza, nos manipula, nos impõe, este alguém nos tira a liberdade de escolha. A religiosidade retira a excelência da escolha e, consequentemente, a verdade de nossa adoração. Os líderes amantes das regras perderam a noção do limite. Elegeram-se ajudadores de Deus e usam de argumentação fajuta para aterrorizar o povo e escravizá-lo.

Quer ser achado por Deus? Quer ser aquele por quem o coração do Mestre vibra? Cante menos e faça mais. Fale menos e corra mais em Sua direção. Brade menos com seus lábios e permita que todas as suas ações O relevem como a Única Verdade em um mundo de mentiras, fábulas e corrupção.

Psiu! Você é livre... e esta liberdade o guiará por muitos caminhos e tomadas de decisão a todo momento. Mas se você se propôs ser alguém a quem Deus procura, então escolherá segui-lo custe o que custar. Quando o dinheiro da empresa em que você trabalha estiver em suas mãos, você escolherá Deus. Quando seu namorado pedir sexo como prova de amor, você escolherá Deus. Quando estiver entre críticos e fofoqueiros, você escolherá Deus. Quando alguém ferir a sua alma e o seu orgulho, você escolherá Deus. Quando a adversidade sobrevier, você escolherá Deus. Quando, entre quatro paredes, seus pensamentos renderem estímulos sexuais, você escolherá Deus. Quando a notícia de perda chegar, você escolherá Deus. Quando os seus projetos de vida derem errado, você escolherá Deus. E uma das coisas mais lindas e extraordinárias que religiosos não compreendem: quando você cair, ainda que o tombo seja grave, você escolherá Deus.
Certo de que, escolhendo Deus, você o adora, o exalta, o engradece. Escolhendo Deus, você não apenas é tocado por Ele, mas você O toca. Escolhendo Deus, você declara seu amor em atitudes e oferece-O a mais plena adoração. Escolhendo Deus, você recebe força. Escolhendo Deus, você é renovado. Escolhendo Deus, você é transformado. Escolhendo Deus, você recebe providência. Escolhendo Deus, você alcança a misericórdia necessária para se reerguer e continuar de pé.  Escolhendo Deus, você será aquele a quem o coração dEle busca. Escolhendo Deus, você alcançará o propósito máximo de sua existência. Escolhendo Deus, você é salvo. Escolhendo Deus, você se torna Seu filho. Escolhendo Deus, você o corresponde como escolha Sua.

Porque só adora em verdade quem é verdadeiramente livre! Aleluia!!

Deixo, ainda, este vídeo para a sua edificação. 

Que Deus, em Cristo, vos abençoe,

Tathiana Lucena
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quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Papo de Garotas!


Talvez o ser humano não queira literalmente andar em equilíbrio.

Nós, mulheres, estamos indo à Igreja ou a outros lugares como se fôssemos a um prostíbulo. E ainda temos atribuído este direito à Graça.

E tudo começa na infância... porque muitas mães têm irresponsavelmente vestido suas crianças segundo os padrões da moda adulta. O que não faz o menor sentido.


"Ah! Mas a criança é inocente. Só um doente olharia para uma criança com desejo." - defendem-se. É muito cinismo ficar indignada com reportagens sobre Pedofilia quando você, como mãe, veste sua filha como objeto de desejo e provocação - como se a criança fosse uma mera miniatura de uma mulher.
Mãe, a sua filha é uma criança. Vista-a com roupas que esbanjem diversão e alegria. Invista no colorido, faça penteados divertidos. Nada de utilizar gloss, batom, pó, blush, mini mini saias (sim, há mães que tem a capacidade de minimizar o que já é mini), calças apertadas, tops ou blusas tomara que caia... Pelo amor de Deus, zele pelo seu tesouro. Não desperte na sua menininha o desejo de ser vista de forma sensual, porque ela tem o direito de se concentrar nas bonequinhas (que não sejam Barbies), nos estudos, no pique esconde ou no pega pega.

Quando partimos para as adolescentes, jovens e mulheres casadas o caos está estabelecido. Ninguém sabe se saímos para ir a uma Igreja (e até outros lugares) ou para um cabaré, e erramos de endereço. O equilíbrio foi perdido diante da afirmativa que "Deus só vê o coração". O bom senso sumiu das nossas consciências.

Deus vê o nosso coração? Ele nos ama e nos aceita, segundo o que encontra dentro de nós - e não fora? E quando dentro de nós há a vontade de sermos desejadas? E quando estamos provando roupas em frente ao espelho inspecionando se nossos bumbuns estão empinadinhos o bastante, ou se nossos seios estão redondos o suficiente para usar o tal decote? E quando almejamos estar deliciosas à vista dos garotos ou homens? E quando estamos checando se as coxas estão à mostra o bastante para despertar nos homens ou garotos a vontade de subir ou arrancar os pedaços de roupas que estamos vestindo?

Temos a capacidade de agir como vagabundas ou cadelas no cio, e ainda nos surpreendemos quando somente os urubus carniceiros aparecem, tamanho o nosso cinismo à espera de príncipes cavalheiros.

O mais lastimável, no entanto, é a falta de sensibilidade espiritual e de temor a Deus. Não o tememos, porque preferimos crer que Ele é apenas amor. E supomos que este amor seja cego e incapaz de corrigir. Um equívoco grave. Um verdadeiro abuso ao alcance da Graça.

Psiu! Nós somos o templo vivo, a igreja, onde o Espírito Santo habita. Assumamos uma postura diferente a partir de hoje. Perguntemos a Ele o que vestir... Ouçamos a Sua Voz nos falar com doçura sobre o nosso verdadeiro valor. Que Seu sorriso seja o nosso alvo. E Ele nos trará cavalheiros muito além dos contos de fadas - Ele nos trará Seus eleitos. Sejamos uma conquista, não apenas uma sobremesa barata.

 Deixe a carniça para os urubus. Você é linda, única e filha do Rei. E qualquer homem incapaz de valorizá-la por isto, é um homem qualquer. Aguarde o eleito de Deus que prefere o sabor de uma conquista baseada no respeito e cuidado. Ou valorize o homem que Deus já lhe deu; vista-se para ele na intimidade, e fora dela, vista-se para Deus como Noiva de Cristo - pois, sendo seu marido um eleito de Deus, isto o agradará.
Equilíbrio, querida! Equilíbrio e bom senso!

Por fim, uma dica de como rainhas, princesas e membras da alta corte se vestem...

Super comentada em 2011:
Kate Middleton - Duquesa de Cambridge


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A elegantíssima Rania - Rainha da Jordânia.




Se elas se apresentam assim, imagine você e eu como filhas do Ser Supremo, do Todo Poderoso, do Único Deus Vivo e Verdadeiro. Equilibre-se nisto, e seu valor não se reduzirá a uma sensualidade vulgar e passageira.

Ah, quero deixar ainda uma dica: Vídeo da Pra. Sarah Sheeva.

"Senhor, incomoda-nos a ter respeito pelo que é Santo. E não me refiro aos templos, mas a nós mesmas como habitação do Teu Santo Espírito. Amém."

Que Deus, em Cristo, vos abençoe!

Tathiana Lucena
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